“Queria dar um susto”: filha confessa que mentiu sobre estupro do pai
Por Silvana de Oliveira ( https://www.linkedin.com/in/silvanadeoliveiraoficial ) – Perita Judicial, Grafotécnica, Especialista em Provas Digitais e Investigação Forense
A absolvição de um homem condenado a 16 anos de prisão por estupro de vulnerável contra a própria filha, após a vítima admitir que mentiu durante o processo, reacende um debate sensível e necessário sobre os limites da verdade processual, a produção da prova penal e os efeitos irreversíveis de um erro judiciário. O réu, que passou oito meses preso na Penitenciária Estadual de Charqueadas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi solto após a retratação da filha, hoje adulta, que afirmou ter sido induzida pela mãe a denunciar o pai quando tinha apenas 11 anos.
O caso chama atenção não apenas pela gravidade da imputação um dos crimes mais severamente punidos pelo ordenamento jurídico brasileiro , mas também pelo longo percurso processual. As acusações foram reiteradas ao longo de mais de dez anos, período em que o sistema de Justiça consolidou uma narrativa acusatória que culminou em condenação e efetiva privação de liberdade. A retratação só ocorreu quando a suposta vítima tomou conhecimento da prisão do pai, em abril de 2025, momento em que, segundo seu depoimento, compreendeu a dimensão real das consequências de suas declarações.
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