Ao Criminalistas, me contem como foi o começo?

Olá! Gostaria de saber dos colegas sobre o início advocacia criminal de vocês, vamos compartilhar nossas experiências. Gostaria de saber um pouco sobre como vocês deram um “start” nesse ramo do direito, e se tiveram retornos positivos no começo. :grinning:

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Eu não sou criminalista. De fato, para atuar nessa área tem que gostar muito. Contudo, isso não quer dizer que eu não tenha atuado em alguns casos.
Assim, para contribuir com o presente tópico, conto um “causo” inusitado que me ocorreu uns três…quatro anos atrás: um colega que não poderia ir socorrer um cliente numa audiência de custódia, passou meu contato à mãe do cidadão (o causídico sabia que eu não era da área, mas também sabia que eu aceitava desafios e me virava bem, quando necessário). Assim, a genitora entrou em contato comigo e me pediu (lá do Fórum da Barra Funda - e eu estou em Cotia) se tinha como eu ir acompanhar a audiência de custódia do seu filho. Dei meu preço e disse que só aceitaria à vista e antecipado, ao que ela assentiu (ainda não existia o PIX).
Lá vai eu correndo para o Fórum da Barra Funda. Lá chegando, aquela senhora acompanhada de mais alguns familiares, recebeu-me na entrada do edifício. Nos cumprimentamos e eu quis me pôr a par do assunto (o caso do qual eu ainda nada sabia). Antes de prosseguirmos e eu pensando que a senhora faria um TED bancário pra minha conta ou sacaríamos alguma coisa, num dos caixas eletrônicos dentro do prédio, para minha surpresa, ela me saca da bolsa literalmente algumas dezenas de notas de cinquenta reais e mais algumas de cem, todas meio emboloradas entre si e amassadas e, simplesmente ia passando às minhas mão - que fiquei espantado com a cena, pois estava meio mundo passando por nós! À medida em que eu tentava segurar aquelas notas com as mão, e meio sem jeito eu as colocava do jeito que desse nos bolsos internos do terno, e alguma ou outra acabava caindo ao chão e lá ia eu me abaixando - rapidamente - para pegar as notas.
A senhorinha muito simplória ainda me perguntou se eu não iria conferir o valor, se estava correto. Obviamente, eu estava constrangido e disse que confiava nela e que eu tinha certeza de que o valor estava todo ali.
No final, deu tudo certo e o cidadão saiu de lá (da audiência) livre para responder o processo em liberdade. Tratava-se, salvo engano (pois, depois eu ainda viria fazer mais algumas audiências de custódia), de um caso de embriagues ao volante, direção perigosa, com resistência à prisão e desacato.
Como eu disse, não sou criminalista, mas mesmo numa área que pouco atuei, alguns casos foram bem marcantes (sejam hilárias ou não), como a dessa história que contei.

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Eu não sou da área, porém esta semana acho que acabei com minhas chances de trabalhar nela.
Fui acompanhar minha sogra pra registrar um simples BO e o IPC se recusou. Alegou que tinha ordens do DPC pra não registrar. Que deveria ir na Delegacia Regional, cerca de 100km de distância.
Na Regional eu formalizei uma denuncia para ambos à corregedoria! Fim! Haha.

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