Em meio à rotina de reuniões, audiências e a eterna pergunta “como tá meu processo?”, onde sistemas travam e intimações se acumulam, (acredito que) todos nós já nos questionamos se vale a pena.
Hoje, 11 de agosto, é nosso dia - mas será que há mesmo o que celebrar?
Enquanto mulheres ainda precisam provar competência constantemente, estagiários ouvem sobre “falta de experiência”, recém-chegados enfrentam questionamentos sobre idade, homens carregam a expectativa de sempre “dar conta” e nunca demonstrar que não sabem algo, e todos nós lidamos com a burocracia que nunca funciona direito, fico pensando: celebramos uma profissão ou uma resistência?
Talvez a resposta esteja justamente aí - na nossa capacidade de persistir, de transformar vidas mesmo quando tudo parece conspirar contra, de encontrar sentido em meio ao caos. Não é uma celebração romântica, mas o reconhecimento de que escolhemos algo difícil e, ainda assim, necessário.
Só quem vive essa realidade entende que às vezes celebrar é simplesmente não desistir.
Colegas…
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