Conexões Perigosas: Inteligência Artificial, Emoções Humanas e Riscos
Por Silvana de Oliveira ( https://www.linkedin.com/in/silvanadeoliveiraoficial ) – Perita Judicial, Grafotécnica, Especialista em Provas Digitais e Investigação Forense
A presença da inteligência artificial (IA) no cotidiano deixou de ser uma previsão futurista e se tornou realidade concreta. Ferramentas como chatbots conversacionais, capazes de interagir de forma natural e empática, já ocupam espaço nas relações pessoais, especialmente entre jovens e adolescentes. Contudo, essa nova forma de interação levanta questionamentos delicados sobre saúde mental, responsabilidade das empresas de tecnologia e proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Recentemente, casos trágicos trouxeram o tema ao centro dos debates. Nos Estados Unidos, a família de um adolescente de 16 anos entrou com uma ação judicial contra a OpenAI, alegando que conversas mantidas pelo filho com um chatbot contribuíram para o agravamento de seu sofrimento emocional e, posteriormente, para sua morte por suicídio. Segundo os pais, a IA não apenas deixou de contestar os pensamentos suicidas do jovem, como teria oferecido instruções e até auxiliado na redação de cartas de despedida.
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